Morgadio solene, apedrejador do mundo contrário.
Compõe-se, de fato, erroneamente atado.
Perspicaz, não busca nada além de si.
Seja tudo! Ser, estrênuo, demasiado tolo.
Não notarás... A ciciante verdade, por mais alheia, sempre
chegará. Chegará! – Mas quem buscará entendê-la?
A linha é sempre mais tênue, mesmo na maior ode, para
àqueles
cujas metas são rasas, neutras, calmas, infimamente inúteis.
O Discurso, uma completa verborragia, será aplaudido.
Mas, é claro, não tanto – A verdade, não há alguma verdade;
só barulho.
Problemas. Gritos. Correria. Cansar-me-ei de tanta
proficuidade desperdiçada.
Tantas inverdades, pomposas e cintilantes, enraizadas na
mente do Ser.
Não há mais ser... O Caminho, no mais belo arcabouço
existencialista, não existe.
Perdeu-se, vagaroso, em meio ao todo: O nada. Com a agrura a
arrastar, o torpor reinará com
maestria. Pouco perfectível, permanecerei a aplaudir.
Aplaudo, grito, exprimo um riso
hiperbólico de agonia e lamúria, e continuo despercebido.
Se eu continuar afável, compulsoriamente inserido, suponho que não serei
flagrado.
Continuarei a esconder-me.
Não há verdade; mesmo errada, correta, perfeita, perdida,
inóspita, não há erro: Só não há; só
esvazio, por mais inútil, a minha mente – indiscutivelmente
inconsciente ‑ no completo
vazio.
Não há recurso, o ser não é’ – Só reflete os impropérios proferidos.
A concupiscência reina, eternamente perfeita, em conjunto
aos estúpidos.
Uma verdadeira orgia de dopamina... Ser perdido, ser o
vazio, não seja isto. Não seja.
Simplesmente não perca o ser de si. Não há nada a perecer,
isto é, além do ser, perecerei
eternamente –Pois não há nada para ser. Sempre estarei sendo –Serei tudo o que não há
para
ser.
Só estarei ciente, inconsciente de minha ciência que
não sei ser o Ser, que o vazio, por mais
sublime, é o que há
para ser.

Belíssimo! Como não poderia deixar de ser. Ou não ser. rsrsrs
ResponderExcluirEnquanto me enviavas esse poema, outro eu escrevia.
Vê lá.
http://domeiodoredemoinho.blogspot.com.br/2016/11/o-livro-dos-dias.html