O quê?
Não me julgue com seus
olhos castanhos
Sou racional, insensível
Quero ter boas escolhas
Escolhas as quais eu não
me arrependa
Se te questionas como
posso ser racional
Não sou, só finjo
Sou humano
Vivo porque tenho
sentimentos
Sinto o vento em meu rosto
Meu coração a bater
Sinto o que não deveria
sentir; o amor
A antítese à racionalidade
Mas sem ele não sou nada
Pois, por que viveria?
Sem o amor
Teria motivos para
desistir dessa vida
Acabando com ela em um
rápido e delicado suicídio
Mas, paradoxalmente, amo a
razão
Ela é a tentativa de
concatenar meus pensamentos
Pulsam sentimentos
Brotam idéias
Criam hipóteses
Tento ser racional porque
desejo me entender
Sem minha racionalidade
Seria apenas mais um
turbilhão
Desajeitado, impulsivo,
pérfido
Que não consegue distiguir
o quê é real
Do que é fantasia
Não sou insensível,
senhora
Estou apenas tentando não
naufragar
Este mar dos sentimentos é
turbulento
Cila e caríbdis andam a
nos espreitar
E eu não pretendo afundar
tão cedo

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